16 Setembro 2019 - Hidratação no atleta: não é uma escolha, é uma obrigatoriedade!

Fruitjuicematters

Recomeçada a época desportiva em muitos desportos há um tema que deve revestir-se de particular importância: a hidratação. A maioria dos jovens atletas bebe menos água do que devia. A importância de uma adequada hidratação do atleta suporta-se fundamentalmente em dois aspetos: permite uma correta regulação da temperatura corporal e repõe a água perdida pelo processo de transpiração, fortemente aumentado na prática desportiva. Obviamente que o desequilíbrio destes pilares vai comprometer a performance desportiva. 

O estado de hidratação afeta profundamente o rendimento físico e mental sendo que no caso da ingestão de água não ser bem realizada, poderá não só comprometer o rendimento como representar um risco para a saúde. Esta importância é evidenciada inclusive pelas novas exigências do Regulamento para o processo de certificação das Entidades Formadoras da Federação Portuguesa de Futebol 2019/2020, que para além do já exigido plano de nutrição, exige também que esse documento seja complementado com recomendações de hidratação. Também não é por acaso que nos meses de temperaturas mais elevadas já foi instituída a paragem para hidratação, nos jogos oficiais. 

Apesar das necessidades hídricas (de ingestão de água) poderem e deverem ser individualizadas em função das características de cada atleta, nomeadamente através do calculo da perda de água durante o treino, da classificação do atleta como “perdedor de sal”, entre outros, de forma genérica podemos dizer que os atletas devem ingerir pelo menos 2l de água por dia e nos dias de jogo/treino, devem hidratar-te corretamente antes, durante e depois, para combater a grande perda de líquidos que ocorre com o esforço físico. 

Deve ser reforçado junto do atleta que a desidratação provoca fadiga precoce, menos concentração, cãibras e pode comprometer o bom funcionamento das articulações. E os atletas, treinadores, técnicos de saúde, team managers e pais devem acompanhar uma possível desidratação do atleta quando ele apresenta dores de cabeça, pele seca, sensação de sede (sendo que quando a desidratação é já muito evidente esta perceção diminui), dificuldade de concentração, fadiga, sensação de boca seca e uma cor da urina amarelada. A cor da urina é, de facto, uma forma muito intuitiva de fazer este controlo, isto porque, se a urina estiver praticamente transparente, atesta-se que o atleta está bem hidratado e à medida que escurece para amarelo revela insuficiente hidratação. 

De realçar que a água mineral não é a única solução de hidratação do atleta, mesmo devendo ser a principal, há outras soluções saudáveis que podem ser opções de ingestão de bebidas que hidratam nomeadamente sumos de fruta 100% (no pré e pós treino/ jogo) e bebidas isotónicas (nos três momentos). 

 Não nos podemos esquecer que a água tendo um papel fundamental na saúde de todos é um recurso natural que deve ser protegido, logo, todos os agentes desportivos não só devem estimular à sua correta ingestão, como devem proteger este bem essencial dos comuns desperdícios. 

A nutricionista Maria João Campos colabora com o programa Fruit Juice Matters da AIJN – Associação Europeia das Indústrias de Sumos de Fruta. Todos os esforços foram assegurados para garantir que as informações contidas neste artigo são confiáveis. A informação destina-se a profissionais de saúde e não constitui aconselhamento dietético.